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Bebês com problemas de visão: dúvidas comuns
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A retinopatia da prematuridade ocorre no recém-nascido prematuro, tanto de tempo como de peso. Nestes bebês, a retina ainda não completou sua formação, a oxigenoterapia necessária no período em que o bebê permanece na incubadora pode provocar um desenvolvimento anormal dos vasos da retina com consequências muito graves para a visão. Nesta doença, a retina não se desenvolve corretamente. Funcionalmente, a visão é pobre e apresenta complicações como descolamento de retina. O acompanhamento pelo oftalmologista deve ter início no berçário para evitar complicações e cegueira.
Logo após o nascimento, é obrigatória a instilação de colírio anti-infeccioso nos olhos do recém-nascido a fim de evitar infecção ocular que a criança poderá adquirir durante a sua passagem pelo canal do parto. Isso pode provocar uma irritação ocular nos dois primeiros dias. A preocupação do neonatologista ou do pediatra no berçário é a verificação de alguma anormalidade congênita, dentre as quais as mais importantes são a catarata congênita e o glaucoma congênito.
Como perceber o glaucoma congênito e a catarata congênita? Em qual fase da vida do bebê estes problemas são mais comuns? Qual porcentagem de recém-nascidos eles costumam atingir?
A catarata congênita é a causa mais importante de cegueira na infância. Sua ocorrência é variável, sendo maior nos países em desenvolvimento na proporção de 1 a 4/10.000 nascimentos. A catarata congênita pode ser diagnosticada precocemente pelo exame do reflexo vermelho, realizado no berçário ou na primeira consulta oftalmológica. Toda “mancha branca” na pupila (menina dos olhos) deve ser investigada. O tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais precoce possível. Neste exame, a pupila aparece branca pela presença da catarata.
O glaucoma congênito ocorre por uma má-formação que impede a drenagem do humor aquoso-líquido presente na parte anterior do globo ocular – resultando em elevação da pressão intraocular e lesão de estruturas em todo o globo ocular. Pode se manifestar nos primeiros dias ou meses de vida. Tem incidência de aproximadamente 1/10.000 nascimentos. A fotofobia intensa (intolerância à luz) associada ao crescimento do globo ocular e lacrimejamento levam à suspeita do glaucoma congênito, cujo tratamento é cirúrgico e deve ser realizado o mais rápido possível.
Os planos de saúde costumam cobrir cirurgias oculares em bebês? Quanto elas custam, em média?
Difícil resposta, pois as doenças congênitas, às vezes, são excluídas da cláusula de cobertura pelas organizações de saúde complementar. Em relação a valores, é necessário examinar o paciente e diagnosticar a sua moléstia antes de fixar valores.
Preciso saber que tipo de especialista a mãe deve procurar em cada caso, se há um tipo de oftalmologista mais indicado para cada uma das doenças citadas.
O oftalmopediatra é o profissional mais indicado para avaliar qualquer alteração oftalmológica em crianças, não esquecendo as consultas de rotina e prevenção.
Maria José Carrari é formada em medicina pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos. Especializada em oftalmologia geral e oftalmopediatria.
FONTE: BLOG DOS ESPECIALISTAS DICAN
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